A funcionária dos Correios, Lorelai Oliveira Telini Rosa, não trabalhou na Agência Central nos dois últimos dias. Um colega de trabalho, que não quis se identificar, disse que ela foi afastada das atividades. Na tarde de sexta-feira, 23, o marido de Lorelai confirmou que ela estava em casa, mas que não falaria sobre o assunto porque o processo em que ela é testemunha chave corre em segredo de Justiça. De acordo com o juiz José Rodrigues Arimatéa, em entrevista ao Comércio, não há qualquer sigilo sobre o processo.
Na quinta-feira, 22, os Correios blindaram a funcionária Lorelai e não permitiram o contato dela com a imprensa durante o expediente. Ela deixou o trabalho em um carro preto que estacionou no calçadão em frente à agência, até onde ela caminhou escoltada por pelo menos sete colegas de trabalho.
Lorelai é testemunha chave no processo em que o juiz de Direito José Rodrigues Arimatéa, responsável pela Vara do Júri, Execuções Criminais e da Infância e Juventude, acusa o promotor Paulo Borges de ter postado as cartas anônimas com denúncias forjadas de nepotismo.
Em depoimento formal à Justiça, Lorelai confirmou que a correspondência foi postada no guichê em que ela trabalhava no dia 16 de novembro de 2011. “A carta (...) tem selo e carimbo e foi colocada no meu guichê”, afirmou ela segundo trecho da sentença. No mesmo local, o promotor foi flagrado pelas câmeras de segurança dos Correios, na data da postagem da carta anônima, “segurando papéis” e aparentemente postando duas cartas, conforme constatação da perícia determinada pelo juiz.