O promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges não deu expediente em seu gabinete na sexta-feira, 23, e afirmou que estava entrando em férias por uma semana. Ele disse que viajaria para o exterior com a família e um grupo de amigos, mas que a viagem não teria relação com a repercussão do caso, pois estava marcada desde o ano passado.
O representante do Ministério Público negou ser o autor das denúncias anônimas e disse que ficou “injuriado e indignado” com as acusações. Paulo Borges alega que esteve nos Correios, no dia 16 de novembro - data em que foram postadas as cartas anônimas -, com a finalidade específica de tirar o CPF dos filhos.
Ao saber do arquivamento do procedimento instaurado pelo juiz José Rodrigues Arimatéa contra o diretor da Vara do Júri, Execuções Criminais e da Infância e Juventude, Douglas Quintanilha, o promotor procurou o magistrado, no dia 8 de fevereiro, negou as acusações de que ele seria o autor da denúncia forjada e apresentou os recibos da emissão do CPF dos filhos.
Ao Comércio, Paulo Borges classificou a decisão de Arimatéa como “conclusão absurda” e disse que “não há material probatório” de que ele tenha sido o autor da denúncia. “É um fato extremamente lamentável (...) É algo absolutamente autoritário e antidemocrático a difamação que vem fazendo contra a hon-ra de uma autoridade que sempre prestou serviços nesta Comarca”, disse o promotor, referindo-se a si mesmo.
O promotor alega que houve “irregularidades” na apuração feita pelo juiz e que as acusações não mudarão sua forma de atuação.