08 de julho de 2026

Testemunha é afastada dos Correios, diz colega


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O guichê 9 da Agência Central dos Correios de Franca estava vazio ontem. A funcionária Lorelai Oliveira Telini Rosa não apareceu para trabalhar. Segundo informações de um colega de trabalho, que preferiu não se identificar, ela teria sido afastada pela empresa. Lorelai é testemunha chave no processo em que o juiz corregedor do Fórum de Franca, José Rodrigues Arimatéa, acusa o promotor da Cidadania, Paulo César Corrêa Borges, de ter postado cartas anônimas com denúncias forjadas.

Um dia antes do afastamento da funcionária, os Correios blindaram Lorelai e proibiram o acesso a ela durante o expediente. Na saída da agência, a testemunha foi escoltada por pelo menos sete funcionários, até entrar em um carro e deixar o local.

A assessoria de imprensa dos Correios, encarregada de dar informações sobre o caso, emitiu nota oficial afirmando que “a empresa não fornece informações pessoais dos empregados sem autorização dos mesmos”.

No final da tarde de ontem, o marido de Lorelai confirmou que ela estava em casa e disse que a mulher não poderia falar sobre o caso, porque o processo segue em segredo de Justiça. Segundo o juiz Arimatéa, não há qualquer sigilo sobre o processo.

POSTAGEM DAS CARTAS
A assessoria de imprensa dos Correios também não esclareceu as indagações sobre as imagens do circuito interno de segurança da agência do Centro que flagraram o promotor Paulo Borges. A alegação é que “a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT tem o dever de resguardar o sigilo postal, portanto não divulga informações sobre os serviços requisitados por seus clientes”. Segundo a sentença do juiz Arimatéa, o laudo pericial das imagens indica que, aparentemente, o promotor Paulo Borges posta duas correspondências, além de retirar documentos.

Sobre a postagem de cartas anônimas, a assessoria informou que uma portaria do Ministério das Comunicações permite que os Correios recebam correspondências sem remetente.