08 de julho de 2026

Reforma no aeroporto


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A globalização não é um fenômeno recente. Com o desenvolvimento das técnicas de navegação a partir do século XIV, a aproximação entre os povos conheceu um novo incremento. Os mares nunca antes navegados tornaram-se ‘avenidas’ movimentadas, transportando pessoas e mercadorias que se expandiram por todo o mundo conhecido.

Dos mares para os céus, o pulo foi rápido, entre 400 e 500 anos, quase nada quando se pensa em história. Nesse contexto, as transformações se aceleraram, diluindo as fronteiras e aproximando pessoas, empresas e países. Formou-se uma verdadeira ‘aldeia global’ e a velocidade das informações e dos deslocamentos se tornaram uma característica fundamental dessa nova dinâmica.

As pessoas passaram a viajar mais e as distâncias percorridas se tornaram cada vez maiores. Para negócios ou por questões pessoais, acabaram encontrando no avião a rapidez que as ajudou a otimizar o tempo e a amenizar os problemas cotidianos.

Nesse sentido, é muito bem vinda a notícia de que o aeroporto ‘Tenente Lund Presotto’ receberá mais de R$ 6 milhões em reforma, tornando possível o retorno de voos regulares pelo menos para São Paulo. A despeito de qualquer ligação com a possibilidade de Franca receber uma seleção durante a Copa do Mundo de 2014, torna-se cada vez mais difícil diversificar a economia, atrair novas indústrias e segurar as que aqui estão sem um aeroporto com voos regulares pelo menos para São Paulo.

Nenhuma companhia aérea confirmou o interesse, mas a Azul disse que existem estudos de viabilidade para Franca e outras cidades do interior, ressaltando apenas que qualquer decisão também dependeria da infraestrutura do aeroporto, do incentivo do governo e de uma minuciosa análise de demanda.

Porém, se a Azul já opera em cidades como Araçatuba e Marília, que segundo o IBGE têm PIB (Produto Interno Bruto) e população menores do que Franca, porque ela não começaria a operar por aqui também, já que temos uma indústria com várias ramificações em todo o país?

Será que o desinteresse por Franca e região seria decorrente de uma falha de gestão das próprias empresas, ao não considerarem os embarques dos cidadãos de nossa região no aeroporto de Ribeirão Preto? Seria a falta de uma política mais incisiva por parte do poder público municipal junto às companhias aéreas e ao governo do Estado? Ou seria uma característica de nossa cultura empresarial que não percebe a importância de se insistir no desenvolvimento de nosso aeroporto, preferindo as viagens rodoviárias ou a baldeação em Ribeirão Preto?

Tomara que essa história comece agora a ganhar novos contornos. De qualquer forma é estranho que uma cidade como Franca ainda hoje não tenha um aeroporto à altura de seu desenvolvimento e de sua economia.