“Nicolau” significa “vencedor do povo”
Natural de Flüeli, Sachseln, Nicolau, ou Irmão Klaus, foi um montanhês analfabeto, casado e pai de 10 filhos, que participou ativamente na implantação da jovem confederação dos oito Cantões da Suíça central. Por isso os suíços o têm como herói nacional, pai da pátria, o fundador da Nação. Um dia enquanto pedia a Deus a graça de uma oração fervorosa, teve uma visão: de uma nuvem uma voz ordenou que ele se abandonasse inteiramente à vontade de Deus. Abandonou tudo, a propriedade, a mulher, Dorotéia, os filhos os parentes, popularidade, e fez-se peregrino, mas um camponês convenceu-o de que a vontade de Deus era que ele permanecesse no meio dos seus. Construiu uma cabana em Ranft e ali viveu por mais de 20 anos, entregue à contemplação. Acolhia a todos, pessoas simples e homens públicos, atraídos pela sua bondade e sabedoria. É considerado um dos grandes místicos da Igreja Universal. Um homem que em meio à obscuridade espiritual, às dúvidas e contradições, tinha consciência de ser arrastado por Deus que dirigia todas as suas ações. Na solidão, entregava-se a Deus mediante o jejum, a oração e a penitência, certo de que “Deus era a paz, uma paz que jamais poderia ser destruída”, a qual era a base para qualquer aliança sociopolítica e religiosa. Deus transformou sua vida em um referencial moral e espiritual para toda a sua gente. Tal era sua influência política que em 1478 evitou a guerra civil e tornou possível a unificação da Suíça. Por isso é chamado “Pai da Pátria”. Morreu rodeado pela mulher e pelos filhos, no dia 21 de março de 1487.
Os Cincos Minutos dos Santos (J. Alves)
Editora: Ave-Maria, São Paulo, 2002