‘O quê de eterno’ existente no âmago do homem
Com o homem também acontece o mesmo: visto sob o aspecto físico, não existe um ser humano que seja constante e imutável. As células que constituem o corpo humano estão sempre envelhecendo, sendo eliminadas e substituídas por células novas, desenvolvidas pelos elementos nutritivos. Todos os dias, a pele da ponta dos dedos está desgastando, mais debaixo delas se forma nova pele na qual, além de tudo, aparecem impressões digitais rigorosamente iguais às da pele anterior. A pele em si é transitória, pois de desgasta constantemente, mas existe por trás dela o ‘protótipo eterno’, que está sempre trabalhando para dispor as moléculas da matéria em uma determinada forma. Por trás da forma visível aos olhos carnais existe o ‘protótipo eterno e indestrutível’. Existe o ‘protótipo eterno e indestrutível’ não só da extremidade dos dedos, mas sim do ser humano todo.
Seicho-no-ie/Masaharu Taniguchi