08 de julho de 2026

Beija-flor


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Eles são lindos e delicados. Medem entre seis e doze centímetros de comprimento. Pesam de dois a seis gramas. O bico é longo e fininho, apropriado para sugar o néctar das flores, seu alimento básico. Sua língua é bifurcada e extensível, ou seja, tem duas pontas e capacidade para esticar-se. É com ela que sugam o néctar das flores. Beija-flores precisam de grandes quantidades de néctar diariamente, para suprir a energia gasta nos movimentos contínuos. Se você puder observar, verá que beija-flores não pousam sobre galhos ou fios como outras aves. Estão voejando a mil por hora, só param quando anoitece e precisam dormir. Muito energético, o pólen tem os açúcares que garantem aos beija-flores tanto vai e vem. De vez em quando eles comem também insetos, mosca, aranhas, formigas. Tudo depende do tamanho da fome.

O esqueleto e a constituição muscular dos beija-flores estão adaptados de maneira a permitir voo rápido e ágil. Às vezes mal nos damos conta de vê-los e eles já estão indo em outra direção. Só para você ter uma ideia, eles chegam a bater as asinhas até oitenta vezes por segundo. Em compensação, suas patinhas são tão pequenas e frágeis que não conseguem caminhar no solo. Vivem voando ou dormindo no seu ninho. Ali as fêmeas botam os ovos que ficam incubados por um período que vai de treze a quinze dias. Beija-flores vivem até doze anos, o que é um espanto. Afinal, parecem muito frágeis. São as únicas aves que conseguem voar para trás.

Biólogos afirmam que o grupo dos beija-flores é originário das Américas. Mas eles aparecem do Alasca à Terra do Fogo. A maior quantidade deles está no Brasil. Aqui eles recebem nomes diversos, de acordo com a região onde vivem. Conheça alguns: colibri, cuitelo, chupa-flor, pica-flor, chupa-mel, binga. Os índios da etnia tupi os chamavam guanambi, guinumbi, guainumbi e guanumbi.