08 de julho de 2026

‘É preciso garantias’, diz Sebrae


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O consultor do Sebrae Geraldo Célio Alves diz que, apesar da prática da venda a prazo com ficha ou caderneta ainda ser comum em cidades pequenas, ela não é segura. “Se não houver um documento assinado, como um boleto ou uma promissória, não há como cobrar a dívida em juízo e aí fica uma relação inconstante entre consumidor e comerciante”, diz o consultor.

De acordo com ele, para que o processo funcione é preciso seguir algumas normas. Principalmente em mercearias, açougues, padarias e outros estabelecimentos do ramo alimentício, as pessoas compram para pagar em 30 dias, mas muitas vezes após esse período não pagam a totalidade da conta. “Se comprou R$ 100, pagam R$ 50 e continuam no fiado, fazendo crescer cada vez mais o valor. O comerciante fica sem dinheiro em caixa e não tem como repor mercadorias. A médio e longo prazo, pode até ter que fechar as portas”, alerta.

Para evitar que isso aconteça, Geraldo sugere que o comerciante adote as máquinas de cartão e os boletos, que têm garantia de recebimento, mesmo que isso signifique investir um pouco em taxas e manutenção.