No Jardim Vera Cruz, na periferia de Franca, o crédito já não é para todos no minimercado P&R. As vendas a prazo atualmente são restritas a três clientes, que têm a tradicional caderneta. Na parede do estabelecimento, o aviso para os que chegam é bem claro: “Não vendemos fiado”. E não adianta insistir.
Dono do mercado há três anos, Adriano Gonçalves teve há um ano e meio um grande prejuízo e resolveu que pararia com a prática da venda a prazo.
Segundo ele, o perfil dos consumidores foi determinante na mudança de sua política de vendas. “O público é flutuante aqui no bairro porque a maioria das casas é de aluguel. O ‘cara’ vem, compra muito e depois se muda. Quem disse que você o encontra para cobrar a dívida?”, questiona.
Para não ter diminuição nas vendas após decidir parar de vender fiado, Adriano colocou duas máquinas de cartão (débito e crédito), mas diz que 90% das vendas de seu estabelecimento atualmente são na base do dinheiro mesmo. “Se o cliente é bom e quer comprar sem ter o dinheiro na mão, com certeza tem um cartão de crédito”, disse o comerciante.
Os únicos três clientes autorizados a continuar comprando a prazo no minimercado do Jardim Vera Cruz foram mantidos, diz o comerciante Adriano Gonçalves, porque nunca atrasaram nenhum pagamento.