Jerônimo Sérgio ocupa o cargo de secretário desde janeiro de 2005. Ele é funcionário concursado como fiscal de tributos desde 1998. A exemplo de João Marcos, era filiado ao PP e montou a executiva provisória do PR, que foi parar nas mãos de Ubiali. Hoje, está no PPS e estuda se candidatar a vereador ou a vice-prefeito.
O secretário disse que é vítima de perseguição do Ministério Público. A gota d’água foi a acusação de contratação irregular de médicos. “No processo está claro que não foi o secretário quem contratou os médicos. Por outro lado, já há decisão judicial afirmando que não há irregularidade no pagamento do meu salário, mas o promotor insiste em me culpar. Há um empenho excessivo em procurar incriminar a pessoa”, disse. “As coisas trazem consequências no âmbito pessoal, começam a haver prejuízos que não precisam ter. Minha remuneração é incorporada. Não tenho acréscimo por ser secretário.”
Jerônimo disse que vai refletir sobre o pedido do prefeito para continuar, mas que está propenso a deixar o cargo. A resposta será dada na semana que vem.
Autor da ação que culminou no bloqueio de bens de Jerônimo e da que o acusa de contratações irregu-lares de médicos, o promotor Paulo Borges foi procurado pelo Comér-cio na tarde de ontem, mas não foi encontrado em seu gabinete nem atendeu às ligações ao seu celular.