A Unifran (Universidade de Franca) quer estar presente em mais de 60 cidades de todo o País no prazo de cinco meses, a partir de agosto deste ano. A proposta é ampliar a rede de polos de educação a distância e saltar de 26 unidades para 62. Com a expansão, o número de alunos matriculados na instituição nessa modalidade de ensino deve passar dos 4 mil atuais para 15 mil até 2015. Parte dos contratos com os parceiros responsáveis pela infraestrutura já está assinada e inclui cidades de São Paulo e Minas Gerais - onde já há polos instalados - até Goiás, Rio Grande do Sul e Piauí.
Os 26 polos ativos oferecem oito cursos de graduação (pedagogia, administração, ciências contábeis e licenciatura em filosofia, geografia, história, letras - português e espanhol e letras - português e inglês), nove cursos tecnológicos e outros de pós-graduação, como gestão em processos escolares e tecnologia em gestão financeira. A ideia é que os novos polos de educação a distância tenham esses e outros cursos. No caso da graduação, os cursos precisam ser reconhecidos pelo MEC (Ministério da Educação) para serem ministrados a distância. “Estamos esperando a visita da comissão do MEC para daqui 15 dias para concluir a avaliação de mais cursos de graduação e podermos realizar a ampliação da rede de polos a distância. Já fizemos contatos com as instituições parceiras e assinamos alguns contratos”, disse Paulo Mantovani, gestor executivo do Nead (Núcleo de Educação a Distância).
COMO FUNCIONA
Com uma estrutura mais enxuta, os cursos ministrados a distância são mais baratos. Os oferecidos pela Unifran custam a partir de R$ 198 por mês. Na modalidade presencial, o curso de graduação com menor preço da universidade cobra mensalidade de R$ 463.
Os cursos a distância têm a mesma duração dos presenciais. Com cadastro e senha, os alunos estudam o conteúdo das disciplinas online, assistem a uma aula mensal por videoconferência nos polos - instalados em escolas e locais administrados por empreendedores -, participam de fóruns de discussão online com tutores e fazem prova presencial a cada semestre concluído.
O interesse por esse tipo de ensino é crescente. “Essa modalidade de ensino a distância começou a decolar agora no Brasil, com respostas mais efetivas. O aluno, para participar, precisa ter um computador conectado à internet e isso está se difundindo agora. Vamos acompanhar esse processo”, disse o chanceler da Unifran, Clóvis Ludovice.
A ampliação dos polos de ensino a distância faz parte de um plano de expansão da Unifran que inclui investimento em laboratórios de engenharias e informática e construção de um novo bloco de salas de aula. O investimento inicial, nos próximos seis a oito meses, será de R$ 1,5 milhão.