Ele chegou no Vivo/Franca em junho do ano passado como a principal contratação da equipe para o Campeonato Paulista de Basquete e o NBB (Novo Basquete Brasil). No entanto, menos de seis meses depois, o pivô Rafael Paulo de Lara Araújo, o Babby, “abandonou” o basquete. A decisão deste atleta de 31 anos e 2,10 metros de altura surpreendeu o mundo. Sim, Babby é um cidadão do mundo. Atuou pela maior liga de basquete do planeta, a NBA, jogou na Rússia e até na China, antes de voltar ao Brasil em 2009. Dois anos depois assinou contrato com o basquete francano. Adaptou-se bem à equipe, mas antes de alcançar o sonhado título, optou por deixar o esporte para descansar e cuidar de problemas particulares.
Qual rumo tomou a vida do jogador que foi, por dois anos seguidos (2003 e 2004), o melhor jogador universitário dos Estados Unidos? Ao deixar o basquete, Babby poderia ter escolhido qualquer lugar da face da Terra para viver sua vida, mas optou por Franca. E virou empresário. Hoje, é sócio-proprietário da Academia Rama, trabalha na divulgação de sua marca, a B66 - voltada para o mundo da moda fitness - e diz que se prepara para construir um Centro de Treinamento para crianças carentes em Franca. “Quando jogava contra Franca, era odiado. As pessoas me xingavam, queriam me bater, me chamavam de bandido. Hoje, nas ruas, aqueles que me ameaçavam, vem me cumprimentar. A cidade, em si, me recebeu muito bem. Viajei o mundo, mas não encontrei lugar mais acolhedor e carinhoso do que Franca para morar. Fui bem recebido e me enraizei aqui”, garantiu, o hoje empresário, Rafael Araújo Babby.
E o basquete? Babby não fugiu da pergunta sobre os motivos que o levaram a abandonar a carreira. “Eu gosto de fazer as coisas certas e como não estava fazendo bem, optei por parar”. O atleta revelou ainda que seu corpo e sua mente não estavam em sintonia. Alegou que precisava “dar um tempo”, focar na vida fora da quadra e se organizar. “Desde que comecei (no basquete), aos 14 anos, nunca parei, nunca tirei férias, nunca usufrui do que conquistei dentro de quadra. O corpo não estava respondendo mais e eu estava cansado de ficar focado só no basquete. Apesar do esporte ser o meu ganha pão, o dinheiro não é tudo.”
Aposentadoria? Babby garante que não está aposentado do basquete e que sua decisão no final do ano passado foi pensando também em “descansar”. “Não sou aposentado, ainda (risos). Posso, de repente, no final do ano ou no ano que vem, voltar a atuar.” O pivô revelou na entrevista que, se voltar às quadras, só há dois lugares no mundo onde deseja jogar. “Não saio mais de Franca. Se o Vivo/Franca não me quiser, jogo pelas equipes amadoras da cidade, participo dos Jogos Regionais, Jogos Abertos, Copa Sesi (risos), mas não deixo Franca”, disse. E qual o outro lugar que o atrai? “Só sairia daqui para voltar a jogar na NBA”.