Os 30 agentes que compõe a Defesa Civil de Franca convivem com a incerteza. Depois do arquivamento do projeto que alterava as atribuições dos servidores para socorristas, na sessão da última terça-feira na Câmara de Vereadores, os agentes podem ser remanejados ou demitidos pela Prefeitura. A mudança é necessária para que os profissionais passem a trabalhar no Samu.
Ontem a reportagem do Comércio ouviu parte dos trabalhadores. Todos que deram entrevista declaram a insatisfação pelo fato de o projeto não ter sido aprovado. Para Bruno Batista Costa Cintra, 27, o medo da dispensa agora passa pela cabeça de cada um. “Queríamos muito ir para o Samu, mas os vereadores entenderam que o projeto era ilegal. São 30 famílias agora que convivem com a incerteza e ameaças de uma possível dispensa”, disse.
O agente Cairo Brandão, 32, foi além em sua declaração. Segundo ele, os funcionários se sentem abandonados. “Aqui somos filhos sem pai. Ninguém tem visto a Defesa Civil com bons olhos. Me parece que o projeto foi elaborado para ser barrado, para ver o que vão fazer conosco”, reclamou. “Passa o medo da demissão, mas quem tem a sofrer com isso é a população, que perderá o bom serviço prestado pela Defesa Civil.”
Outro a alegar descaso com os agentes foi Fernando Borini, 28. “Estamos largados e abandonados em um vestiário no Parque Trabalhador”, desabafou.
O município espera colocar as viaturas do Samu em funcionamento até o fim deste mês. Para isso, deve remanejar funcionários para o setor. Na terça-feira, após a sessão da Câmara, o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, não descartou a demissão dos agentes da Defesa Civil.