A Justiça realizou na tarde de ontem a primeira audiência de julgamento dos 11 acusados de envolvimento na explosão dos caixas eletrônicos em Patrocínio Paulista em maio do ano passado. Eles vão responder por formação de quadrilha, tentativa de furto, explosão, danos, resistência e porte ilegal de arma de fogo. Na primeira sessão foram ouvidas 16 testemunhas de acusação em pouco mais de duas horas.
A audiência teve início por volta das 14 horas. Oito dos réus listados no processo foram levados até o Fórum de Franca. Três foram trazidos do Presídio Militar Romão Gomes, de São Paulo. Os outros vieram de unidades prisionais da capital e da região. Várias viaturas foram mobilizadas para escoltar os acusados e fazer a segurança no local. Eles acompanharam a audiência de cadeiras na plateia.
O juiz Wagner Carvalho Lima presidiu a audiência. A acusação foi conduzida pelo promotor Yuri Borges de Mendonça. Das 16 testemunhas ouvidas, 13 eram policiais militares que participaram do confronto. Os outros eram funcionários do banco e um morador do Recanto Elimar que presenciou o tiroteio. A próxima audiência foi marcada para o dia 5 de maio, quando as testemunhas de defesa e os réus serão ouvidos.
O CASO
Na madrugada do dia 31 de maio do ano passado, uma quadrilha explodiu caixas eletrônicos de dois bancos em Patrocínio, mas não conseguiu levar nada. O Gaeco (Grupo de Autuação Especial no Combate ao Crime Organizado) e o serviço reservado da Polícia Militar investigavam o bando. Logo após a tentativa de furto, a PM cercou uma casa no Recanto Elimar, onde parte da quadrilha estava. Com mandado de busca, policiais tentaram entrar no imóvel, mas foram recebidos a tiros. Três pessoas morreram no confronto: Paulo Roberto da Silva Júnior, 26; Ivan Snagalli, 26; e Jonatan Cardoso Ramos, 25, o Alemão, todos moradores em Campinas (SP). Outros oito acusados foram presos no mesmo dia.