A Polícia Militar deteve 20 pessoas e apreendeu 1.684 objetos sem nota fiscal que estavam expostos para serem comercializados na Feira do Rolo - em um terreno no cruzamento das ruas Joaquim Machado e Francisco Marques, na Vila Rezende. A operação policial teve início às 9 horas da manhã de domingo. Pelo menos 30 policiais em 14 viaturas abordaram os comerciantes, que tiveram que comprovar a procedência dos produtos. Foram apreendidos aparelhos de som automotivo, celulares, aparelhos eletrônicos, bicicletas, produtos de beleza e até dois tablets, além de 899 CDs e DVDs piratas.
A operação teve início por volta das 9 horas. Catorze viaturas e algumas motos da Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas) chegaram de surpresa e realizaram o cerco. “Foi um corre-corre total, porque quem anda errado, quando vê a polícia, tende a correr. Mas conseguimos deter bastante gente com muita mercadoria”, disse o tenente Elias Bonfim, comandante da operação.
A ação dos policiais durou cerca de quatro horas. Todos os comerciantes foram abordados. Alguns foram obrigados a recolher os objetos e desmontar a barraquinha. Durante a operação, uma mulher brigou com os policiais ao ter vários CDs apreendidos e foi conduzida ao Plantão Policial. Outro homem foi detido após comprar um som automotivo por R$ 60. Uma moto Yamaha azul foi abandonada por seu condutor e apreendida no Pátio Modelo. “Essas coisas apreendidas, como celulares, televisões, torneiras, são todos objetos que provavelmente foram furtados em residências ou em veículos”, disse o tenente.
No fim, as viaturas formaram um comboio e conduziram sete veículos de vendedores que estavam na feira, cheios de produtos suspeitos, até o Plantão. Durante o percurso, o barulho das sirenes despertou a curiosidade dos francanos, que saíam de suas casas para ver o que ocorria. No Plantão, pelo menos cinco pessoas foram indiciadas por violação de direitos autorais (pirataria). O restante levou seus produtos de volta, já que ninguém reclamou a propriedade dos produtos apreendidos no Plantão Policial.
A polícia garante que a ideia é tornar as operações frequentes no local. “Quem quiser trabalhar pode trabalhar, mas desde que seja com coisas lícitas e nota fiscal”, finalizou Bonfim.