Vai, palavra!
Leva, no bico, uma rosa vermelha e derrama odores e pétalas nos lábios da mulher.
Vai, palavra!
Leva, na asa, um cravo e crava, no coração do homem, um sonho de sol.
Vai, palavra!
Leva na plumagem a minha mensagem. Salta charcos e mares, atravessa furnas e matas, percorra trilhas retas e tortas, escala a montanha. E, lá no topo do cume, hasteia o meu lenço branco.
Retorna, palavra!
Repousa a meu lado e massageia o meu coração. Depois, no fundo da noite silente, aviva meu verbo.