A Santa Casa de Franca esclareceu ontem, por meio de um comunicado, a relação que mantinha com a empresa interditada pelo Governo Estadual por reutilizar materiais hospitalares de uso único, como seringas e cateteres. Em nota, o hospital informou que a Sterimed foi prestadora de serviços, dentro de sua área de atuação, “por um curto período, que abrange o segundo semestre do ano passado e parte do mês de janeiro último”. A Santa Casa também comunicou que, tão logo soube das irregularidades na empresa, suspendeu de imediato as relações comerciais.
Segundo o presidente do hospital, Luís Aurélio Prior, o contrato entre as partes começou entre julho e agosto e seguiu até parte de janeiro. “A relação foi rompida assim que a Anvisa suspendeu as atividades da empresa. Em fevereiro ela já não prestou mais serviços para a Santa Casa.”
Prior disse ainda que soube da suspensão da Sterimed por meio de contatos na área de saúde e antes das irregularidades se tornarem públicas. A empresa foi flagrada, na semana passada, fazendo o reprocessamento de materiais médicos que não poderiam ser reaproveitados. No comunicado, a Santa Casa frisou que ao contratar a empresa para a prestação de serviços de esterilização, ela possuía todos os credenciamentos necessários e esclareceu que a “fiscalização sobre esse tipo de empresa, não cabe aos contratantes e, sim, a quem regulamenta o serviço, no caso, a Anvisa”.
A Santa Casa afirmou ainda que o serviço de esterilização do hospital não foi prejudicado.