A Ambev, fabricante de bebidas, foi condenada pela 1ª Vara do Trabalho de Jacareí a pagar R$ 104.940 ao espólio de um ex-funcionário que trabalhou por 20 anos como cervejeiro prático (degustador de cervejas). Hélio Fagundes Filho morreu vítima de cirrose hepática e etilismo em 2002, um ano após ter sido demitido sem justa causa.
Segundo a perícia, fazia parte das funções do cervejeiro a degustação organoléptica, que consiste em análise da cor, da espuma, do aroma e do sabor de uma amostra de 60 a 80 ml do produto. O relatório revela que Fagundes Filhos conduzia, em média, três degustações por dia - o que “seria suficiente para causar esteatose hepática”, um acúmulo de gordura nas células do fígado. Estima-se que ele tenha consumido, no tempo em que exerceu a função, ao menos mil litros de cerveja.