Em ação que contou com o apoio da Polícia Civil e do setor Saúde da Corregedoria Geral de Administração, a Sterimed foi flagrada fazendo o reprocessamento de materiais médicos que não poderiam ser reaproveitados.
A ação, que ocorreu na semana passada, foi motivada por denúncias de que, à noite, a empresa fazia o reprocessamento. Durante a fiscalização, foram encontrados cinco seringas injetoras, 67 conectores de injeção e dois cateteres vasculares, produtos que, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, são proibidos de serem reprocessados. Também foram encontrados produtos utilizados no processo de esterilização com prazo de validade vencido e materiais reprocessados com sujeira.
Segundo a secretaria, materiais de uso único não podem ser reprocessados porque podem conter resíduos de sangue ou secreção que contaminariam pacientes que venham a utilizá-los.
“O reprocessamento de alguns materiais médico-hospitalares é proibido pela Anvisa. Esse tipo de procedimento coloca em risco iminente a saúde das pessoas”, disse a diretora do Centro de Vigilância Sanitária, Maria Megid, por meio de nota.
A reportagem da Agência Brasil conseguiu falar com a enfermeira Nilza de Fátima Andreta Costa, responsável técnica da Sterimed, que atribuiu a interdição da empresa “a um erro de interpretação da legislação”.