10 de julho de 2026

Empresa fechada por reutilizar seringa atuava na Santa Casa


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CLIENTE - Imagem de arquivo mostra fachada da Santa Casa. Estabelecimento teve contrato com Sterimed até o ano passado

Uma empresa interditada por reutilizar materiais hospitalares de uso único, como seringas e cateteres, prestou serviços em Franca no ano passado. A Sterimed Serviços de Esterilização, flagrada pela Secretaria Estadual de Saúde, tinha contrato com a Santa Casa até o segundo semestre de 2011. A confirmação foi dada ontem pela assessoria de imprensa do hospital.

Com sede em Cedral, região de São José do Rio Preto, a empresa foi pega, após denúncias anônimas, fazendo reprocessamento de materiais médicos que não poderiam ser reaproveitado (leia texto nesta página). Os outros dois hospitais da cidade - São Joaquim/Unimed e Regional - informaram não ter a empresa entre as prestadoras de serviços.

Ontem, via assessoria de imprensa, a Santa Casa informou que a Sterimed não presta mais serviços ao hospital e afirmou ter contratado uma nova empresa para atuar na área de esterilização. A assessoria, no entanto, não informou quanto tempo durou o contrato entre as duas partes e o porquê do encerramento. Limitou-se apenas em informar que a Sterimed fez esterilização de diversos materiais e que o serviço consistia em recolher e devolver o material no hospital, tendo como órgão fiscalizador a Anvisa.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a Sterimed atuava em cerca de 300 hospitais do Estado de São Paulo e também de outros estados, como Minas Gerais. A previsão é que a partir da próxima semana os estabelecimentos que ainda mantêm contrato com a empresa sejam fiscalizados, estando também sujeitos às penalidades previstas na lei. A Secretaria Estadual de Saúde não divulgou a relação dos estabelecimentos, pois ainda aguarda a liberação da lista por parte da empresa.

Seis hospitais da região - Hospital Santo Antônio de Orlândia, Santa Casa de São Joaquim da Barra, Santa Casa de Ituverava, Santa Casa de Pedregulho, Santa Casa de Patrocínio Paulista e Santa Casa de Batatais - informaram não ter a empresa em seus cadastros e desconhecer a sua atuação.

De acordo com a secretaria, a empresa foi multada e teve as atividades suspensas por tempo indeterminado. Seus produtos também foram interditados até que todas as exigências sanitárias sejam cumpridas. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, o valor da multa aplicada pode chegar a R$ 174,8 mil.