09 de julho de 2026

Políticos alegam desconhecer proibição do celular no plenário


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Dois dos vereadores flagrados na última semana falando ao celular durante a realização da sessão afirmaram ontem desconhecer a resolução e disseram evitar conversar ao telefone ao longo da reunião. No atual prédio não existem cartazes alertando da proibição, porém na antiga Câmara, no Bairro Cidade Nova, as placas estavam coladas por todo o plenário. Além disso, metade dos atuais vereadores fazia parte da legislação passada, quando a resolução foi aprovada.

O pastor Otávio Pinheiro disse já ter ouvido outros vereadores falarem ou citarem a determinação sobre a proibição do uso do aparelho, porém nunca viu a referida resolução. “Não tenho conhecimento, mas quando o meu celular toca, faço questão de levantar e sair para atender ou peço para retornar mais tarde.” O vereador também disse que procura passar a ligação para o assessor e orienta os eleitores e amigos para evitarem ligar no dia de sessão. “Deixo ligado para caso de avisarem de velório ou se alguém passar mal.”

Vanderlei Tristão, que retornou para a Câmara em 2009, disse não ter sido informado da proibição, por isso desconhece a resolução interna. Mesmo tendo sido flagrado falando ao celular, afirmou não levar o aparelho para as reuniões. “Deixo na minha sala, nesse dia devo ter entrado direto para o plenário. Se tem lei que determina o não uso, devemos obedecer.”

A reportagem procurou pelos demais vereadores, mas não conseguiu contato na tarde de ontem. Josivaldo da Silva Vilas Boas, o Bahia, estava com o celular desligado. Marcelo Valim não atendeu as ligações feitas para seu aparelho. Joaquim Pereira Ribeiro, que é médico, estava em consulta durante toda a tarde. O celular de Paulo Afonso estava na caixa de mensagem. Rui Engrácia participou durante toda a tarde de uma reunião em hotel da cidade.