Ensina-nos a Doutrina Espírita que somos sempre assistidos por espíritos que se afinizam com nosso modo de pensar, sentir e agir. Dessa forma, pela lei de atração, ou de afinidade, ou, ainda, de sintonia vibratória, como queiram, trazemos para próximo de nós entidades que se comprazem na parceria com a nossa conduta. Daí a razão de o importante é procurarmos a nossa elevação moral a fim de atrairmos companhia de entidades cada vez mais elevadas, não por puritanismo, mas, pelo desejo sincero de obter apoio e estímulo para a caminhada evolutiva.
Todos sabemos que a subida para a luz demanda esforço inaudito, e cuja realização não se consegue de uma hora para a outra, requerendo empenho, dedicação e muita luta, especialmente no combate às imperfeições que se demoram no íntimo da nossa alma.
Aprendemos, ainda, que ‘pelas nuvens de testemunhas’ a que se refere o apóstolo Paulo, onde estivermos, estaremos acompanhados e, por mais que queiramos, jamais estaremos sozinhos na prática das nossas ações. Além do que, nossa consciência registra, iniludivelmente, todos os nossos pensamentos, atos e sentimentos.
Então, nada está oculto. Por isso, Emmanuel, o sábio mentor de Chico Xavier, disse, certa feita a seu dedicado médium que o ‘importante não é como entramos em algum lugar e, e sim como saímos dali’. Portanto, podemos ir aonde nos interessar, no entanto, é imperioso que cuidemos para que, no contato com ambientes espiritualmente perturbados, não tenhamos, por nossa livre vontade nossa mente igualmente perturbada.
Temos lido as notícias do que vem ocorrendo com jovens que se desmandam em vias públicas em práticas contrárias à boa convivência social. Por que agem assim? Acreditamos que está faltando a devida orientação familiar, a presença dos pais com os seus exemplos a mostrarem o caminho.
No mundo atual, onde o individualismo e o prazer são cultivados a qualquer custo, os pais deixam aos filhos a decisão sobre quais lugares devam frequentar. E mais, com que companhias?! Aí, na onda de liberdade inconsequente, e sob o império da lei de afinidade, a ‘moçada’ torna-se massa de manobra de entidades espirituais de péssima vibração.
Não que os espíritos sejam os únicos e principais culpados, mas, o problema está no fato de eles se aproveitarem das nossas intenções para nos induzirem ao erro, de que resultam graves prejuízos.
É hora, então, dos pais não negligenciarem na educação dos seus filhos. Não delegarem a outrem a tarefa que lhes compete de auxiliares na obra da Criação. Ou assumimos o comando da educação dos filhos ou teremos, cada vez mais, ondas de vandalismo e outro desatinos a comprometerem o presente e o futuro da juventude de nossos dias.
Limites e autoridade bem aplicados são ótimos antídotos contra todos os exageros.