09 de julho de 2026

‘Falta de local para internar não ocorre só em Franca’


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O Conselho Tutelar acompanha as internações de adolescentes e crianças com problemas psiquiátricos. A conselheira tutelar Gláucia Limonti disse que nos últimos meses os casos aumentaram e que a cidade carece de um espaço adequado para internar esse público para tratamento. “Precisa de um local adequado com urgência. Não sei como os gestores públicos não firmaram um convênio com a Santa Casa para atender esses pacientes. E as internações têm sido solicitadas somente em casos extremos, muito graves.”

Segundo Gláucia, a internação é necessária quando os menores enfrentam crises para que eles e as famílias se restabeleçam. “As famílias também estão doentes e não estão dando conta de cuidar dos seus. Atendemos os menores e as mães deles, que estão com depressão. Eles precisam de um suporte. A demora no atendimento por psiquiatras e o consumo de drogas têm deixado a situação mais grave.”

O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, reconhece a falta de um espaço apropriado para internação de menores, mas disse que não há verbas para suprir essa carência. “A falta de local para internar não ocorre só em Franca, mas em outras cidades do Estado. Solicitamos verba no Ministério da Saúde, mas a política é de desospitalização e não aceita-se a criação de novas vagas, sobretudo para crianças.”

Neste cenário, segundo o secretário, é oferecido atendimento ambulatorial na rede de saúde, que tem 28 psicólogos nas Unidades Básicas de Saúde e nos ambulatórios de especialidades e nove psiquiatras em outras unidades. A espera por atendimento pode chegar a um mês. “Caso de urgência é encaixado na agenda do psiquiatra, normalmente dentro da própria semana. O encaminhamento de rotina é acolhido pela psicologia, iniciando o tratamento enquanto aguarda a consulta com o psiquiatra, não ultrapassando 30 dias de espera.”