A penetração da Internet em todas as camadas sociais é algo absolutamente indiscutível e que só faz crescer dia a dia, e de forma incontrolável e avassaladora.
A revista Veja, em sua edição de número 2255, apresenta ampla e completa reportagem sobre o Facebook e a atração que exerce sobre as pessoas, independentemente de sexo, nacionalidade, idade e classe social. A reportagem publicada conta em detalhes toda a história da rede social mais popular do planeta, tendo superado de longe o próprio Orkut.
O Facebook surgiu em uma república de universitários da Universidade Harvard em 2004, nos Estados Unidos.
Entre os seus fundadores está um brasileiro de 29 anos de nome Eduardo Saverin. Ele e o americano Mark Zuckerberg, atualmente o acionista majoritário da empresa, quando ainda adolescentes, criaram o Facebook e lhe deram o formato que hoje ostenta.
Estima-se que quando a empresa abrir seu capital e lançar suas ações no mercado de capitais — o que deverá ocorrer em maio deste ano —, a empresa deverá superar o valor de 75 bilhões de dólares, podendo chegar a 100 bilhões, um recorde absoluto no mercado mundial de ações, especialmente para uma empresa com pouco mais de oito anos.
As expectativas otimistas para o valor do empreendimento são justificáveis em face do entusiasmo existente no mercado, em razão da expansão global da Internet e dos smartphones. A evolução do valor do Facebook e a precocidade do seu sucesso superam qualquer análise racional de uma iniciativa empresarial, por mais otimistas que possam ser os analistas.
O retumbante sucesso é mais surpreendente ainda quando se leva em conta não não ter sido ele a primeira rede social da Internet.
Segundo a Veja, embora não seja a mais antiga, é a mais atraente e a que disponibiliza um maior número de recursos e possibilidades de interação, facilitando a troca de imagens e vídeos em tempo real, permitindo, inclusive, acesso por telefone celular.
O fato inquestionável é que o Facebook virou uma verdadeira epidemia mundial. Ele atende aos mais variados objetivos de seus usuários: aqueles que usam a Internet para contatos pessoais e também para diversão, bem como aqueles que procuram conectividade para realizar negócios lucrativos, formando grupos para interações de diversas ordens.
Certa vez, ouvi de um economista que o mundo está repleto de empresas e pessoas com recursos para investir, porém há carência de boas idéias.
A história do Facebook parece comprovar que realmente o mundo necessita de iniciativas criativas, bem como de pessoas que lutem para materializar seus sonhos, mesmo quando possam parecer irreais e improváveis.
Setímio Salerno Miguel
Advogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca