O deputado Baleia Rossi, presidente estadual do PMDB, se reuniu com membros do diretório municipal segunda-feira em Franca e reafirmou a intenção do partido lançar candidatura própria nas eleições de outubro. A decisão vai contra os interesses do PT, que tem como meta repetir na cidade a composição feita com a legenda em nível nacional. Ter o partido do vice-presidente da República, Michel Temer, no arco de alianças era uma aposta dos petistas locais para poder chegar ao segundo turno.
O projeto da executiva do PMDB é ampliar de 70 para pelo menos 100 o número de prefeitos no Estado. Para isso, lançará candidatos na maioria dos municípios. Franca é tida como prioridade. O partido tenta se organizar para enfrentar a sucessão municipal. Neste ano, vão se completar duas décadas sem conquistar a Prefeitura.
Para quebrar o tabu, o partido primeiro terá de resolver conflitos internos. Hoje, são pelo menos quatro pré-candidatos: Marcelo Caleiro, Fábio Liporoni, Aírton Sandoval e João Rocha. O PMDB espera definir o seu representante no mês de março.
A maneira como será feita a escolha não está clara. A definição por um nome de consenso parece pouco provável. Oficialmente, o partido não fala em prévias internas. Com isso, crescem as chances de a indicação ser feita pelos caciques do partido em nível estadual.
PT
O PT foi o primeiro partido de Franca a lançar oficialmente uma pré-candidatura para a disputa da Prefeitura nas eleições de outubro. O escolhido dos petistas é o ex-vereador Gilson Pelizaro.
Pelizaro, que foi candidato à Prefeitura em 2008 e perdeu para Sidnei Rocha (PSDB), dis-se que sabe que terá um grande desafio pela frente, mas de-monstrou confiança. “Acredito que, desta vez, podemos ven-cer”, disse no sábado.