O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, disse que o grupo que hoje ocupa o imóvel na esquina das ruas Professor Olívio Peixoto e José Bartocci é o mesmo que, há cerca de 50 dias, foi retirado de uma casa invadida na rua Francisco Heitor, no mesmo bairro.
Segundo ele, o grupo é formado por viciados em crack que perambulam pelo bairro e se sustentam pedindo dinheiro pelas ruas da região. “Eles são acompanhados. Assistentes sociais fazem visitas periódicas para tentar convencê-los a buscar um tratamento para o vício, mas eles se recusam. Preferem ficar nas ruas e correr riscos.”
Como não há lei que autorize a internação de alguém contra a própria vontade, Roberto disse que se sente de mãos atadas. “Nós oferecemos a oportunidade de largarem essa vida, mas eles não querem.”
Para o secretário, o problema só deve diminuir quando as pessoas deixarem de dar esmolas a esses drogados. “Eles se sustentam pedindo dinheiro pela região, principalmente, nos semáforos. Uma pedra de crack custa R$ 2. As pessoas dão esmola achando que estão ajudando, quando na verdade estão financiando o vício.”
Sobre a ocupação do imóvel, o secretário disse que as medidas devem ser tomadas pelo dono do local. “Ele é quem tem que buscar a Justiça para pedir a desocupação. A casa é particular. O que vamos fazer é comunicar o Setor de Fiscalização para que o acione.”
Ismael Xavier, chefe da Fiscalização, disse que deve mandar um fiscal ao local.
Há cerca de um mês o capitão Max disse que a PM faz patrulhamento ostensivo na região. “Sempre que encontramos drogas, as pessoas são conduzidas até o distrito policial para as medidas cabíveis. Legalmente, só pelo fato de serem usuárias, não há o quê fazer.”