10 de julho de 2026

Drogados têm ‘novo lar’ na Santa Cruz; casa abriga 30 dependentes


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Uma bonita casa na esquina das ruas Professor Olívio Peixoto e José Bartocci, na Vila Santa Cruz, é o mais novo endereço ocupado por um grupo de usuários de drogas que perambula pelas ruas do bairro. Formado por cerca de 30 pessoas, o grupo invadiu o imóvel que estava desocupado e tem tornado a vida dos vizinhos e moradores da região um verdadeiro inferno. Segundo os vizinhos, os viciados foram para lá depois da demolição da casa que ocupavam no mesmo bairro. 

A casa é grande. Por fora, parece apenas um imóvel em reforma. Por dentro, o cenário é o de um lugar onde drogas, em especial o crack, são consumidas em todo canto. Cerca de 20 latas com cachimbo estão espalhadas em locais estratégicos, como buracos feitos nas paredes. No chão, resto de fogueiras e muita sujeira. Na entrada para os quartos, nem as grades impediram a invasão. Há colchões e cobertores velhos. Na varanda, um sofá revirado compõe o cenário.

No final da tarde da segunda-feira, sete rapazes estavam no local consumindo drogas. Eles não quiseram se identificar. Disseram apenas que não moram no imóvel e que só vão até lá para consumir crack.

Aparentando no máximo 20 anos, um deles disse que a casa é usada por cerca de 30 pessoas como ponto para consumo de drogas. Ele mesmo diz ter medo de frequentar o imóvel no período noturno. “Uns dez é que dormem aqui. À noite, eu não venho não porque o clima é pesado.” Ele não soube dizer desde quando frequenta o imóvel.

Moradora do bairro há mais de 10 anos, uma das vizinhas do imóvel vive com medo. “Eles são muitos. Ficam aqui principalmente à noite e de madrugada. Não dão sossego. Batem no portão, gritam, brigam, fazem sexo. Não se incomodam com nada. A gente chama a polícia, mas não acontece nada. Depois que os policiais saem, eles voltam.”

Outra moradora também disse estar preocupada com a situação. “Eu tenho uma filha que precisa ir para a escola às 6h30. Ainda não amanheceu por causa do horário de verão. Eles ocupam toda a rua. Morro de medo de eles atacarem ela. Sempre que ela sai, fico observando do portão.”

PISCINÃO
A menos de cinco minutos a pé da casa problema do Santa Cruz está o piscinão. Há cerca de um mês, o terreno na avenida Major Nicácio foi matéria no Comércio. A situação na vizinhança é a mesma. De um lado, os moradores temem pela sua segurança. Do outro, dezenas de usuários de crack consomem a droga em qualquer hora do dia.