Que os jovens da chamada Geração Y passam muitas horas por dia em frente ao computador, navegando na internet, não é segredo pra ninguém. Uma boa parcela dos internautas fica jogando, outra ouvindo músicas, vendo vídeos, estudando, trabalhando, lendo notícias, conversando com os amigos ou fazendo outras tantas atividades que a rede mundial de computadores permite. Porém, um site em especial conseguiu reunir inte- ressantes características da internet em uma única página e, apesar desta ideia parecer revolucionária, ela já existe há mais de 8 anos, quando o então estudante nerd Mark Zuckerberg criou o Facebook, uma pequena rede social criada inicialmente para os alunos de Harvard. Hoje, o site tem mais de 850 milhões de usuários cadastrados, 35 milhões brasileiros. É difícil conhecer alguém que não tenha uma conta na rede, seja para espiar o parceiro, conferir o que os amigos estão pensando ou participar de grupos específicos. E com tantos atrativos assim é mais do que óbvio que algumas pessoas fiquem horas no
Facebook fazendo o que quer que seja. O Se Liga rastreou três destas pessoas que já compartilham tudo por meio do site, mas resolveram comentar sobre o assunto através de um veículo diferente.
Jaziel da Cruz Theodolino, 23, usa a rede social desde 2009, antes mesmo da “queda” do Orkut que resultou no boom de usuários atraídos pelo Facebook no ano passado. Ele conta que, durante a semana, só se desliga da rede quando tem que ir para a faculdade ou para o curso de inglês. “Fico vendo fotos, postagens de amigos, conversando através do chat e, às vezes, posto algumas frases e fotos que acho interessantes”, afirma Jaziel. “Passo o dia todo no Facebook”, confessa. O estudante tem 2540 amigos na rede social, mas conta que somente 10 destas pessoas são amigos de verdade, daqueles que ele costuma sair, confiar e conversar com frequência.
Já a estagiária Isabela Guasti Garcia, 20, não sabe dizer quanto tempo fica navegando no Facebook, mas sabe quantas “passadinhas” ela dá por lá durante um dia. “Não fico no site por horas e horas. Entro em horários picados para ver atualizações, falar com alguém, etc. Mas isto é o dia inteiro”, diz. “Pelo menos umas 10 vezes no dia dou uma olhadinha aqui ou ali, pelo computador e pelo celular. Quando fico um dia sem entrar, quase surto! Se estou na internet, certamente estou no Facebook”. Isabela diz que a facilidade em se comunicar com qualquer pessoas e a possibilidade de compartilhar algo que ela julga interessante é o que ela mais gosta na rede. E o que ela mais odeia? “Eu tenho raiva do novo design da Timeline das pessoas, não curto mesmo. Ficou muito confuso.”
Por sua vez, o microempresário Raul Oliveira é um tipo diferente de usuário. “Eu só fico vendo as atualizações dos meus amigos e de diversos jornais, acho mais fácil para acompanhar tudo o que tenho interesse”, afirma. Raul porém quase não posta nem compartilha nada, uma atitude inversa ao que normalmente fazem as pessoas que estão no Facebook. “Fico muito tempo ligado na rede. Enquanto fico no caixa da loja vou verificando as atualizações, mas evito ao máximo postar coisas. Não me sinto confortável compartilhando qualquer coisa”, diz Raul, que tem mais de 500 amigos na rede.