08 de julho de 2026

Comerciante é detido com 95 mil maços de cigarro


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CONTRABANDO - Investigadores da DIG separam cigarros apreendidos em residência do Jd. Francano

Noventa e cinco mil maços de cigarros contrabandeados foram apreendidos durante a “Operação Pré-Carnaval” desencadeada pela Polícia Civil de Franca ontem. O produto vindo do Paraguai estava guardado na casa de um comerciante no Jardim Francano. Uma moto com baú usada na entrega dos cigarros também foi apreendida. O local, segundo a polícia, serviria de fachada para a distribuição do produto. O comerciante foi autuado em flagrante por contrabando e liberado depois de pagar fiança.

Às 6 horas, 131 policiais ganharam às ruas das 17 cidades que compõem a Seccional de Franca. Resultado: 32 pessoas foram presas - 13 delas em Franca - e apreensão de 1.400 CDs e DVDs piratas, quatro armas e 1,760 quilo de drogas (maconha, cocaína e crack). “O objetivo foi cumprir o maior número possível de mandados de busca e prisão. Em Franca, conseguimos apreender os cigarros contrabandeados e tirar alguns traficantes de circulação com as ações pontuais da Dise”, disse o delegado Daniel Radaelli.

Das 13 prisões ocorridas em Franca, seis foram de homens que estavam devendo pensão alimentícia, três foram mandados criminais e quatro prisões em flagrante, uma delas por contrabando e descaminho. No Jardim Francano, os agentes da DIG estouraram um depósito clandestino de cigarros. Num cômodo dos fundos do imóvel, estavam armazenadas 190 caixas, contendo 95 mil maços de cigarros paraguaios. “Recebemos denúncias e descobrimos que no local havia um centro de distribuição de cigarros do Paraguai. Com um mandado de busca domiciliar, entramos. O comerciante estava na casa e foi preso em flagrante”, disse o investigador Edson Morais.

JERIQUARA
Ainda durante a operação, policiais cumpriram o mandado de prisão do ex-prefeito de Jeriquara, Almir Luís Ribeiro. No fim do ano passado, o político foi condenado em um processo criminal de 2007, quando foi denunciado pelo Ministério Público de Pedregulho por dispensar licitação de material escolar quando era prefeito de Jeriquara. Em um acordo com a Justiça, a pena de três anos de detenção em regime inicial aberto foi trocada pelo compromisso de o político pagar R$ 80 mil à Santa Casa de Pedregulho. Mas Almir não cumpriu o combinado e ontem foi apresentado pela polícia no Fórum de Pedregulho, onde assinou os termos exigidos pela Justiça para o cumprimento da pena em regime aberto e, em seguida, foi liberado.