O promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges encaminhou ofício à secretária municipal de Educação, Leila Haddad Caleiro, cobrando explicações sobre o uso da capela do Colégio Champagnat - prédio tombado como patrimônio histórico - como um depósito de alimentos da merenda escolar do município.
No último domingo, o Comércio publicou que o espaço é usado pela Divisão de Alimentação Escolar desde 2011 devido a obras de ampliação do galpão original, que também fica no terreno do colégio. Sacos de arroz, açúcar, macarrão, caixas de extrato de tomate, enlatados e óleos estão empilhados na capela.
Ao tomar conhecimento da reportagem, o promotor abriu investigação para apurar suposta irregularidade. “Enviamos ofício à secretária para que ela esclareça quais medidas foram tomadas para preservar o patrimônio histórico e cultural que representam a capelinha, os afrescos, enfim, todo o acervo. Também queremos saber se a utilização é temporária e quando vai ser encerrado este uso diferenciado, para não dizer irregular.”
Borges disse que a transformação da capela em depósito traz perplexidade, pois os alimentos poderiam ser guardados em outro local. “Vamos aguardar as respostas para decidir pela abertura ou não de um inquérito. Se a utilização do espaço não for provisória, analisaremos de forma mais profunda as medidas judiciais a serem aplicadas para proteção do patrimônio público.”