08 de julho de 2026

Falta de acostamento


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Via de regra, a maioria dos acidentes de trânsito está atrelada ao excesso de velocidade imprimida pelos motoristas ou motociclistas aos seus veículos. Correndo muito, qualquer condutor não tem tempo de colocar seus reflexos em ação a contento. A situação se torna ainda pior, quando alguém pega o volante depois de ter tomado umas e outras por aí.

As más condições de conservação do veículo ou das pistas estão na outra ponta das estatísticas sobre vítimas de acidentes. Mesmo que a escala seja infinitamente menor, em relação ao excesso de velocidade, o proprietário de qualquer meio de transporte e o poder público precisam zelar pelo bom desempenho dessa dupla responsável pela dinâmica do trânsito.

Na maioria das vezes, os órgãos governamentais voltam suas preocupações mais para fiscalizar o estado dos veículos. A justificativa fica por conta da coibição de acidentes. Quanto à qualidade da malha viária, a política permanente de construção ou conservação deixa a desejar.

A prova disso está no final da rua Joaquim Corrêa Júnior, no Distrito Industrial. Faz vários meses que a camada de asfalto apresenta deterioração quase que de forma completa.

O leito carroçável permite a passagem de apenas um veículo por vez. Esse processo lento de locomoção dificulta muito a chegada ao Matadouro Municipal ou o acesso à rodovia Prefeito Fábio Talarico, tecnicamente conhecida como SP-345.

Os reparos urbanos são de responsabilidade da Prefeitura. Já a construção de acostamento na rodovia SP-345 demanda deliberação por parte do DER (Departamento de Estradas de Rodagem).

A falta de uma faixa, nem que seja de terra, no mesmo nível do asfalto da pista atrapalha a manobra do condutor que necessita diminuir a velocidade para parar no caso de avaria no funcionamento de seu veículo.

Seguindo pela SP-345, estrada estadual que liga Franca até a Rodovia Assis Chateaubriand, um pouco antes de Barretos, o condutor que necessita entrar ou sair de Buritizinho, lugarejo pertencente ao município de São José da Bela Vista, passa por maus bocados para conseguir seu intento. O local não tem sinalização, nem trevo, muito menos acostamento.

O Estado, por meio do DER, poderia construir uma rotatória de acesso a Buritizinho.

Aproveitar ainda o embalo para ampliar o acostamento asfaltado, que permite apenas a saída de veículos do posto de gasolina existente na beira da rodovia. A ampliação não chega nem a 50 metros. Em contrapartida, tira o perigo constante do movimentado local.

Completando o serviço de utilidade pública, o DER precisa também implantar sinalização adequada para diminuição de velocidade na Rodovia Prefeito Fábio Talarico, altura da entrada ou saída de Buritizinho.

Basta fazer uma pesquisa no local, a qualquer hora do dia, que se constata o apuro dos condutores de veículos ao chegar ou ao sair do bairro rural.

Antônio Araújo
Articulista e professor - tonin.palavras@uol.com.br