Com candidatos vindos de diferentes localidades do País, a Unifran (Universidade de Franca) realizou no último domingo o primeiro vestibular para o curso de medicina. As provas aconteceram no campus da universidade em Franca e também nas cidades de São Paulo e Goiânia. A previsão era que 1.856 candidatos participassem do processo nas três cidades. Até o fim da tarde de ontem, a Fundep (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa) organizadora do vestibular não havia informado a taxa de abstenção na prova.
Dos candidatos inscritos para prova, 49% eram do Estado de São Paulo, 27% de Minas, 10% oriundos de Goiás e o restante dividido entre o Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Tocantins. Segundo estatística divulgada pela assessoria da universidade, 46% dos candidatos tinham entre 17 e 20 anos e 62% eram do sexo feminino.
Com cinco horas de duração, a prova começou às 9 horas e movimentou o Parque Universitário. Após os candidatos entrarem para a realização do exame, diversos pais ficaram nos carros e debaixo de árvores à espera do retorno dos filhos.
Moradora de Itapira (SP), Graziela Chiarini Villar, 18, tenta pela terceira vez ser aprovada em um curso de medicina. Antes de entrar para a prova, a expectativa era um resultado favorável. “Me preparei para a prova em um cursinho, por isso, minha expectativa é muito boa.”
De Presidente Epitácio (SP), Janaina Mussi, 21, viajou nove horas e meio de ônibus para prestar a prova em Franca. “Estudei muito para esta prova. O problema é que esperava um número de candidatos menor.” A universidade oferece 60 vagas em período integral - a disputa é de 31 candidatos por vaga.
O vestibular, aplicado até as 14 horas, teve 80 questões de múltipla escolha e uma redação com o tema violência no trânsito. O caderno de prova com todas as questões pode ser conferido no site www.gestaodeconcursos.com.br, onde há também o gabarito oficial da prova (leia texto nesta página).
Segundo o candidato Fernando Marques Suzano, 18, de São Sebastião do Paraíso (MG), a prova foi bem elaborada, sem erros e semelhante a de outros instituições particulares. O jovem considerou as questões de matemática como as mais difíceis da prova.
Já para a vestibulanda Mariana Maluf, 21, moradora de Uberaba (MG), classificou as áreas de física e química como as mais complicadas do processo seletivo. “Foi uma prova atual, tranquila e no mesmo nível de outros vestibulares. Nem o calor atrapalhou, a minha sala estava bem arejada”, disse a jovem que tenta ingressar em medicina há dois anos e meio. “Escolhi Franca com objetivo de conseguir desta vez, além de ser mais perto de casa.”
Colaborou Patrícia Paim