Mudanças para acomodar interesses pessoais ou para atingir companheiros vistos como adversários são uma marca da atual legislatura. Em abril de 2010, os vereadores aprovaram projeto que quebrou as sessões em dois períodos. Os encontros que, antes eram realizados sempre a partir das 14 horas, passaram a começar de manhã.
Com a alteração, o expediente, fase em que os políticos usam a tribuna para debater assuntos de seus interesses e apresentar requerimentos e indicações, ocorre das 9 às 12 horas. A votação dos projetos acontece das 14 às 18 horas. As justificativas apresentadas foram economia e mais tempo para discutir as propostas.
Dez meses depois, Marcelo Valim (PSDB) apresentou projeto para retornar ao modelo antigo. “O atual não rende. O pessoal só fica enchendo linguiça”, disse, na oportunidade. Antes mesmo de a proposta começar a ser discutida, o vereador percebeu que não teria os votos suficientes e pediu a retirada do projeto.
Por duas vezes, os vereadores também tentaram, em vão, mudar a Lei Orgânica do Município para que pudessem ter férias na segunda quinzena de julho. O recesso de inverno foi abolido em 2006.