09 de julho de 2026

Sapateiros conseguem reajuste de 12% e piso salarial vai para R$ 751


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‘SIM’ - Sapateiros reunidos em assembleia: categoria aprovou a proposta do sindicato patronal

O Sindicato dos Sapateiros do Município de Franca aceitou a proposta apresentada pelo Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca) de reajuste da base salarial em 12% da categoria para 2012. O pedido da categoria era de 14%, mas a nova proposta foi aprovada quase que por unanimidade pelos trabalhadores que compareceram à assembleia realizada na tarde dessa sexta-feira, no Clube dos Bagres.

A reunião contou com a participação de pouco mais de 100 trabalhadores francanos e com representantes da Força Sindical de São Paulo. A assembleia foi aberta pelo assessor sindical, Norberto Marques Vieira.

O presidente do Sindicato dos Sapateiros, Fábio Cândido, que há três meses começou a discussão com o sindicato patronal, considerou como positivo o resultado final da negociação. “Não chegamos aos 14%, mas como deram 12% sobre o piso salarial achamos por bem aceitar a proposta. Achamos por bem não fazer greve. Com isso, a partir de março, o piso do sapateiro passará de R$ 671 para R$ 751”, disse o sindicalista. A PLR (Participação nos Lucros e Resultados) que era de 90 horas passou para 94 horas.

DESINTERESSE
O líder dos sapateiros de Franca, Fábio Cândido, aproveitou o discurso durante a assembleia para chamar atenção dos trabalhadores. O sindicalista cobrou uma participação maior da categoria nas negociações salariais com o sindicato patronal. “Na medida em que os patrões não queriam aceitar a nossa proposta, fomos para portas de fábricas para conversar com os trabalhadores. Se tivesse aumentado o número de participantes, poderíamos entrar em greve geral. Mas o número não foi suficiente para dar suporte. Não teríamos condições.”

O presidente ratificou seu discurso usando os números de trabalhadores presentes na assembleia de ontem. “Daqui para frente tem que melhorar a negociação. Vamos cobrar mais participação dos trabalhadores. Na assembleia de hoje nem 1% da categoria esteve presente”, disse.

Hoje as empresas calçadistas de Franca empregam cercam de 20 mil trabalhadores.

Fábio Cândido disse que, apesar de tempo que durou e da ameaça de greve, as discussões com o Sindifranca pode ser considerada positiva. “Houve respeito de ambas as partes. Foi uma negociação sem estresse”, afirmou.