08 de julho de 2026

Paciente é executado com 13 tiros em hospital


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Dois homens armados e encapuzados invadiram a Santa Casa de Guaíra, a 107 quilômetros de Franca, e assassinaram o lavrador Edilson Evaristo Barbosa, 33. A execução aconteceu na madrugada de ontem. O lavrador estava internado em um quarto do segundo andar do hospital desde o fim de semana, quando foi baleado na porta de casa, no bairro Mutirão II.

Para a polícia, o envolvimento de Barbosa com o tráfico de drogas e sua participação em uma tentativa de homicídio podem ter motivado o crime.

De acordo com a polícia, os assassinos atravessaram o jardim do hospital e entraram por uma janela do térreo. Com revólveres, eles renderam duas enfermeiras e foram até o quarto onde o lavrador estava internado. A mãe da vítima, que acompanhava a recuperação do filho e estava ao lado dele no momento do crime, foi agredida pelos dois homens.

Barbosa foi atingido por 13 tiros, enquanto estava deitado. A polícia não sabe precisar quantos tiros foram disparados em direção à cama. Após alvejarem a vítima, os suspeitos fugiram. A PM foi acionada, mas ninguém foi localizado.

HISTÓRICO
O lavrador foi internado após levar dois tiros, um no abdômen e outro no braço, quando saia de casa no último sábado, 28. Barbosa passou por cirurgia para a retirada das balas e estava em observação.

A Santa Casa de Guaíra emitiu nota a imprensa, classificando o assassinato de “abominável” e “sem precedentes”, uma vez que a dupla colocou em risco a vida de outros pacientes e funcionários que trabalhavam no momento em que os tiros foram feitos. Ainda na nota, o hospital informou que “as normas de segurança existentes foram absolutamente inúteis frente à ousadia dos invasores”.

A polícia acredita que o crime tenha sido um acerto de contas. A vítima tinha passagens policiais e já havia sido presa por tráfico. A principal hipótese é que o crime tenha sido uma vingança, relacionada ao homicídio no qual o lavrador se envolveu e era investigado. Uma da Polícia Civil comandada pelo delegado Evandro Abrão Nacle procura os autores da execução por toda a região de Franca.