10 de julho de 2026

Justiça recebe projeto que pode definir futuro de lojas do Leporace


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PROPOSTA - Arte mostra o projeto que a associação de moradores pretende implantar nas lojinhas

Já está nas mãos da Justiça uma proposta para o futuro dos pontos comerciais construídos em garagens dos prédios residenciais da avenida Doutor Abrahão Brickmann, no Parque Habitacional Vicente Leporace. A Amparvile (Associação dos Moradores do Parque Vicente Leporace) e a Comdeico (Comissão Mista em Defesa dos Interesses da Comunidade) protocolaram na tarde de ontem na 5ª Vara Cível do Fórum de Franca o resultado do estudo para a manutenção de mais de 180 estabelecimentos comerciais que ocupam espaços que, originalmente, eram destinados aos veículos dos moradores dos prédios.

“Conforme solicitação do juiz Rogério Bellentani Zavarize, estamos entregando o projeto onde a arquiteta Fátima Pousa prevê a valorização imobiliária do bairro, o enriquecimento social dos moradores, acaba com a poluição visual, mantém os pontos comerciais e traz uma padronização ao corredor comercial que se formou ao longo dos anos”, disse Luiz Carlos Vergara, membro da Comdeico.

O projeto protocolado prevê, além da revitalização dos pontos, arborização e a instalação de um toldo único gigante, de uma ponta a outra, de forma padronizada, transformando as calçadas de cinco metros em “corredores” cobertos. Ele se contrapõe ao TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a CDHU e a Promotoria que estabelece a revitalização dos prédios, derrubada das lojas e pede a construção de cinco centros comerciais para os comerciantes deixarem as áreas irregulares. Caberá à Justiça determinar qual dos projetos será implantado.

Os espaços destinados às garagens dos prédios da Abrahão é um poderoso corredor comercial com mais de 180 estabelecimentos. O temor de as garagens serem demolidas é antigo. Mas a questão ganhou força há três anos, quando a CDHU anunciou que estava elaborando um projeto para legalizar os estabelecimentos. No entanto, meses depois, um acordo entre a companhia, a prefeitura e o Ministério Público estabelecia a demolição das lojinhas. Teve início uma batalha política. Em dezembro de 2010, a CDHU tentou “amenizar” a situação com o anúncio da construção de cinco galerias comerciais para abrigar as lojas. A proposta não foi aceita.

MORADORES
A Amparvile e a Comdeico pedem que a CDHU faça a revitalização os prédios com a colocação de luz de emergência, canalização do gás de cozinha, colocação de extintores e piso antiderrapante, faça a pintura e libere o ‘habite-se’ das unidades habitacionais.

Ainda não foi divulgada uma data para a decisão da Justiça.