08 de julho de 2026

Projeto é padronizar prédios do Parque Leporace e incluir toldo


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COMPRAS- Movimento na avenida Doutor Abrahão Brickmann, que abriga as lojinhas do Leporace

A discussão em torno dos pontos comerciais construídos em garagens na avenida Doutor Abrahão Brickmann, no Parque Habitacional Vicente Leporace, ganha mais um capítulo nesta segunda-feira. A Amparvile (Associação dos Moradores do Parque Vicente Leporace) e a Comdeico (Comissão Mista em Defesa dos Interesses da Comunidade) devem protocolar na 5ª Vara Cível de Franca o resultado do estudo para a manutenção dos mais de 180 estabelecimentos instalados nas construções irregulares.

“Vamos apresentar uma maquete mostrando que não há prejuízo ao pedestre e nem ao trânsito e que é possível revitalizar a área mantendo todos os pontos comerciais”, disse na, última sexta-feira, Luiz Carlos Vergara, membro do Comdeico, durante a apresentação do projeto em uma reunião no bairro. Para não se indispor com a Justiça, as entidades optaram por divulgar as imagens da maquete só após a visualização pelo juiz do caso.

A arquiteta Fátima Pousa elaborou o projeto que se contrapõe ao já apresentado pela CDHU. O objetivo da proposta, segundo ela, é a valorização imobiliária e o enriquecimento social.

“Eu quero que a população carente do Leporace tenha uma oportunidade. O nosso projeto revitaliza a área, acaba com a poluição visual, mantém os pontos comerciais e dá oportunidades de trabalho para todos os moradores do bairro”, disse. O projeto prevê, além da revitalização dos pontos, arborização e a instalação de um toldo único gigante, de uma ponta a outra, de forma padronizada.

A apresentação do estudo atende decisão do Poder Judiciário. No dia 29 de novembro, na primeira audiência de conciliação entre as entidades e a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), ficou estabelecido que a Amparvile e a Comdeico teriam 60 dias para apresentar uma proposta técnica viável para a manutenção dos prédios. A proposta da CDHU está na Justiça e prevê a revitalização do condomínio e abertura de cinco centros comerciais para os comerciantes deixarem as áreas irregulares, a um custo de R$ 12 milhões.

IDEAL
Único comerciante presente na reunião, o cabeleireiro Vicente Lana acredita que agora chegou-se ao projeto ideal. “O modelo da CDHU não funciona, porque eu já trabalhei nesses moldes. O pessoal (consumidor) não tem o hábito de entrar em corredor.”

Há 20 anos como síndica de um dos prédios com 96 apartamentos, Simonia Aparecida Andrade vê na proposta da associação a possibilidade de animar todos que moram e trabalham na região. “É um projeto viável e de baixo custo frente ao ‘shopping’ que eles querem construir.”

“O nosso projeto não requer o desperdício de dinheiro público, como o da CDHU”, disse Elizeu de Carvalho, secretário da Amparvile.