O secretário municipal de Saúde, Alexandre Ferreira, responsável pelo SVO (Serviço de Verificação de Óbito), disse que não há uma lei que defina um tempo limite para a realização de exames necroscópicos. A mudança nos horários, segundo Ferreira, foi para evitar possíveis problemas com documentos. “Infelizmente tem que ser cumprido, para a gente não correr o risco de fazer os sepultamentos sem ter a documentação correta para isso.”
O SVO é responsável por esclarecer as causas de mortes naturais ou em decorrência de doenças. Atualmente, conta com dois médicos, contratados pelo Estado. Eles se revezam, trabalhando em dias alternados. Os exames são realizados assim que eles são chamados. Para ajudá-los, há um auxiliar de necropsia, que permanece no prédio do SVO, ao lado do Cemitério Santo Agostinho.
De acordo com Ferreira, a pausa de oito horas não tem ligação com o número funcionários. Ele compara os trabalhos com o do IML (Instituto Médico Legal) - que esclarece mortes violentas - que também faz a pausa durante a madrugada. O secretário desconhece que médicos atendiam fora do horário padrão antes do SVO. “Se eles liberavam, dependendo da funerária ou do médico, não temos registro nenhum.”