Os casos de roubo de veículos em Franca explodiram em 2011. Estatísticas da Secretaria de Estado da Segurança Pública divulgadas ontem revelaram aumento de 75% no número de ocorrências desta natureza no ano passado na comparação com 2010. O número saltou de 32 casos no ano anterior para 56 no ano passado. O furto de veículos também apresentou aumento percentual de 32 pontos - 2011 foi o ano com maior número de furtos e roubos de veículos da história da cidade: 828 boletins registrados.
Os dados da violência passaram a ser publicados em 2001. Até então, 2009, que totalizava frota com 169 mil veículos, era o ano com maior quantidade de furtos e roubos de veículos: 727 - média de 61 ocorrências por mês. Em 2010 a frota saltou para 181 mil veículos, e o número de crimes diminuiu com o registro de “apenas” 617 casos - 59 boletins na média/mês. No ano passado, com quase 198 mil veículos circulando pelas ruas da cidade, foram registradas 69 ocorrências, em média, por mês.
A área do 1º Distrito Policial, que abrange o Centro da cidade, foi a que concentrou o maior número de vítimas de furto, com 217 ocorrências. Em compensação, foi a que teve o menor número de roubos: seis. Na área de abrangência do 5º DP, responsável pelo registro das ocorrências da zona norte, ocorreu o inverso. O número de furtos foi o menor entre os cinco distritos, com 94 casos, e o de roubos, maior, com 16 ocorrências.
Carros da marca Volkswagen, com destaque para o Gol, e as motos de 125 a 150 cilindradas são os alvos mais visados por quem pratica este tipo de crime, segundo a polícia. Levantamento da instituição revela que mais da metade dos veículos é abandonada. A outra parte é adulterada ou levada para desmanche.
ABANDONOU A PROFISSÃO
Entre as 56 vítimas de roubo de veículos em 2011 estão taxistas. NA, 32, do Jardim Francano, foi um deles. Na madrugada do dia 12 de julho, ele foi assaltado. Depois de espancado e ameaçado por bandidos armados, NA teve dinheiro e carro roubados. Depois disso, abandonou a profissão. “Em um ano e três meses fui vítima três vezes. A gente fica com medo de sair para o trabalho sem uma certeza que vai voltar vivo para casa. Passei perto da morte”, disse à época.