Morreu no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, dia 8 deste mês, aos 76 anos, o cassiense com raízes francanas Tabajara Acácio de Carvalho, funcionário de carreira da Secretária da Fazenda do Estado de São Paulo. Foram 48 anos de dedicação ao funcionalismo público, tempo no qual atuou como juiz e presidente do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado, coordenador adjunto da Administração Tributária e, finalmente, coordenador titular da Administração Tributária do Estado, cargo no qual permaneceu até a aposentadoria, em 2004. A certidão de óbito registrou falência múltipla de órgãos causada por câncer.
Nascido em Cássia (MG), Tabajara era filho de Joaquim Augusto de Carvalho e Maria Anunciação (Dona Santinha), e irmão de Ubirajara, Jussara, Ibirá e Iara Moema. Por anos, residiram em tradicional endereço na Rua Afonso Pena, Cidade Nova, desde que optaram por deixar Cássia e buscar em Franca, melhoria profissional e escolas.
Tabajara fez o ensino médio e o científico no Educandário Pestalozzi e no Instituto de Educação Estadual ‘Torquato Caleiro’. Por suas habilidades com a Matemática, mereceu convite para atuar na docência do Instituto Francano de Ensino. Nos anos 60 tomou a decisão de ir para São Paulo em busca do sonho de formar-se advogado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco.
Em 1966, por concurso, tornou-se funcionário da Secretaria da Fazenda do Estado. No órgão, fez carreira galgando todos os postos importantes possíveis em função de sua competência profissional, bom senso e alta capacidade de discernimento.
Sua história e os bons serviços prestados ao Estado de São Paulo e à capital não passaram despercebidos pela Câmara Municipal paulistana. O vereador José Américo Dias, ano passado, indicou e conseguiu aprovar, por unanimidade, título de cidadão paulistano a Tabajara.
O evento de titulação aconteceu em 23 de setembro de 2011 e atraiu, por força do respeito desfrutado pelo homenageado, destacadas autoridades a exemplo do ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo; o ministro da Educação, Fernando Haddad; o deputado federal Paulo Teixeira; os deputados estaduais Vitor Sapienza e Simão Pedro; Henrique Nelson, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros; Marcelo Nobre, do Conselho Nacional de Justiça; Antônio Augusto Silva Pereira de Carvalho, vice-presidente do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado; Alessandro Rostanho, da Comissão de Direito Tributário da OAB; Clóvis Cabreira, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo; Ivan Neto Moreno, presidente do Sindicatos dos Agentes Fiscais de Renda do Estado; Marcelo Figueiredo, diretor da Faculdade de Direito da PUC-SP; o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Também lá estiveram sua família, filhos, netos e familiares. É de se destacar que, com o filho Marco Aurélio de Carvalho, também advogado, passou a atuar em banca, após a aposentadoria.
Em sua saudação, o vereador Dias enalteceu o exemplo do homenageado, citando-o como “qualificado funcionário público que serviu o Estado na área de finanças por quase 50 anos; exemplo que temos poucos iguais no Brasil. Os funcionários públicos devem se mirar no exemplo (do juiz Tabajara) para que tenhamos gente mais qualificada trabalhando pela sociedade, com espírito republicano”.
Ao final do ano, já muito debilitado pelo câncer, Tabajara passou a enfrentar internações e duras sessões de tratamento. Na noite do dia 7, foi levado ao hospital pela família. Morreu às 6 da manhã do dia 8. Seu corpo foi velado e sepultado no Cemitério do Morumbi.