Os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior também mostram que as exportações de calçados da cidade despencaram nos últimos anos. Em 2005, as vendas de calçados produzidos em Franca para outros países somavam US$ 167,8 milhões. No ano passado, não passaram de US$ 102,4 milhões, uma redução de 38,9%.
Segundo o presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca), José Carlos Brigagão, as exportações de Franca vêm caindo desde 1993, quando foram exportados US$ 256 milhões. “Os principais fatores que levaram a esta grande redução são o câmbio, o custo Brasil, juros, ausência de política de exportação para manufaturados, carga tributária, burocracia e as reformas necessárias na legislação brasileira que não saem, além, da concorrência chinesa.”
Para Brigagão, a queda nas exportações já representa prejuízos grandes para a cidade. “Ela é sinônimo de redução de produção, perda de empregos e de divisas para a cidade e o país”, disse.
Para ele, o único caminho para reverter esse quadro e retomar os negócios de calçados no exterior é a intervenção do governo federal. “Precisamos de um planejamento com visão de um futuro, com metas negociadas com o setor e reconsiderar o conceito da indústria de manufaturado no Brasil”, disse Brigagão.
EXPECTATIVAS
Para este ano, o Sindifranca espera um pequeno aumento nas exportações em relação ao ano passado. Em 2010, as fábricas de Franca exportaram o equivalente a 3,104 milhões de pares. Até novembro de 2011, último mês computado pelo sindicato, foram 2,838 milhões.
“A previsão que temos para 2012 é a de exportar em torno de 3 milhões de pares”, afirmou o presidente do sindicato das indústrias.
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