09 de julho de 2026

Guarda Civil está liberada para usar armas de choque


| Tempo de leitura: 2 min
CHOQUE - Durante treinamento, guarda civil municipal testa a arma taser, que tem alcance de quatro, seis ou oito metros

Vai dar choque. Depois de quase um ano de espera, a Guarda Civil de Franca está autorizada a usar a taser, arma não letal que envia descarga elétrica. Basta apenas a liberação do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), que deve sair até fevereiro. Os agentes passaram por treinamentos especiais e avaliação psicológica. A metade do efetivo “tomou bomba” e não poderá portar a arma.

O uso da taser se transformou em uma novela com o custo de quase R$ 100 mil. Em março do ano passado, o município abriu licitação para comprar 30 pistolas. O dinheiro foi repassado ao município por meio do Ministério da Justiça. Feita a aquisição, foi preciso aguardar a autorização do Exército.

Cumprido o trâmite, os guardas passaram em setembro por um treinamento com instrutores credenciados pela Polícia Federal. Em seguida, os 59 agentes foram submetidos à análise psicológica para certificar se estavam preparados para portar as armas. Só 25 foram aprovados no teste final. “Agora, está tudo ok. As armas vão aumentar a segurança pessoal do guarda e de terceiros”, disse o secretário de Segurança, Sérgio Buranelli.

Atualmente, os guardas civis portam apenas uma tonfa, equipamento de borracha semelhante a um cassetete, e um par de algemas. Até o talão de multas foi retirado. Na opinião de Buranelli, as armas de choque representam um avanço. Elas serão usadas para conter tumultos e para auxiliar no patrulhamento dos eventos. A taser não representa risco de morte aos infratores. Apenas imobiliza o alvo.

A Polícia Militar já conta com a arma, que é pouco utilizada. Em julho do ano passado, um homem que provocou quebradeira em um bar no Jardim Portinari só sossegou quando levou um choque disparado pelo policial que atendia a ocorrência. No caso mais expressivo, ocorrido em maio de 2008, um homem de 43 anos mobilizou toda a polícia e paralisou o Centro por 6 horas e 34 minutos. Armado com uma faca, ele alegava estar sendo perseguido por inimigos e pelo exército chinês e ameaçava se matar. As tentativas de negociação não evoluíam. A Guarda Civil de Guaíra, que já tinha a arma de choque, foi chamada. Os policiais distraíram o homem e um agente chegou do outro lado e disparou. O rapaz deu apenas um grito e ficou imobilizado. Foi socorrido em segurança sem que ninguém se ferisse.