08 de julho de 2026

Bares e postos endurecem para cumprir nova lei antiálcool


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CARTAZ - Os fiscais Carlos Muller e Maria Raiz entregam informativo da lei aos proprietários da Sorveteria Magshake, Martim e Alessandra Esquiante

Não importa a idade ou as feições que indicam se tratar de uma pessoa mais velha. Desde que a nova lei antiálcool passou a vigorar no Estado de São Paulo, bares, lojas de conveniência e restaurantes de Franca mudaram a rotina e passaram a exigir o documento de identidade de praticamente todos os clientes. A medida pode até deixar alguns consumidores constrangidos, mas foi a forma encontrada pelos estabelecimentos para não serem autuados por vender, oferecer ou mesmo permitir a presença de menores de idade consumindo bebidas alcoólicas. A lei completou nesta semana dois meses de vigência e 431 multas aplicadas no Estado, sendo seis delas em Franca segundo divulgou a Secretaria Estadual de Saúde.

Desde que a lei passou a vigorar em 19 de novembro, a loja de conveniência do City Posto aumentou a fiscalização no pátio de estacionamento e orientou as funcionárias do caixa a sempre pedir o RG quando tiverem dúvida em relação à idade do cliente. “Tem muito jovem de 22 anos com cara de 17, então é preciso prestar bastante atenção”, disse o gerente da loja, Márcio Henrique Alves. O local recebe cerca de 1,2 mil pessoas por noite aos fins de semana e sempre se depara com menores dispostos a tentar burlar a lei.

Para evitar problemas, no Boteco do Lu, a entrada de menores foi proibida. O bar afixou uma placa para avisar os frequentadores e obriga a apresentação do documento na porta todas as noites. “Alguns clientes se sentem ofendidos, mas não há como fiscalizar o consumo de bebidas dentro do bar”, explicou o gerente José Souza Costa.

A loja de conveniência do Galo Branco também fechou o cerco e só vende bebidas alcóolicas a maiores de idade com documento. Já do lado de fora, a loja precisou ampliar o efetivo de seguranças para ajudar na fiscalização.

No Tábua Mista, virou regra e todos os clientes, sem exceção, têm que apresentar documento na entrada. Segundo o proprietário João Ricardo de Camargo, as pessoas que não têm nenhum documento em mãos podem entrar, mas são proibidas de consumir bebidas alcóolicas. “Nesses casos, muitos ficam chateadas e optam por ir embora ou pagam um mototáxi para buscar o documento.”

Além da proibição de venda e consumo, o estabelecimento também não pode ter bebidas alcoólicas na mesma geladeira junto a sucos e refrigerantes e deve colocar placas e cartazes alusivos a campanha.

Colaborou Fernanda Martins