Nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2010, o Comércio publicou matérias que retratavam as condições subumanas de doze pessoas que moravam no subsolo de um prédio inacabado da avenida Major Nicácio, no bairro Santa Cruz, no local conhecido como “piscinão”, abandonado há mais de 10 anos.
No dia seguinte, esses moradores denunciaram ao bispo de Franca, Dom Pedro Luiz Stringhini, que haviam sido atacados por policiais militares durante a madrugada. Submetidos a exame de corpo de delito, um deles estava com o braço esquerdo quebrado. A PM instaurou IPM (Inquérito Policial Militar) para checar a veracidade das acusações.
No dia 2 de março, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Franca, por meio de sua Comissão de Direitos Humanos, promoveu uma reunião com autoridades civis, militares e políticas para discutir os problemas relacionados aos moradores do “piscinão”. No dia 15, seis caminhões carregados de terra, dois tratores, 13 funcionários da Colifran, oito policiais militares em quatro viaturas e dois guardas civis municipais encerraram a história do “piscinão”. O local foi aterrado pela Prefeitura.
Um ano depois, seis moradores foram localizados na mesma região, em três pontes da avenida Alonso y Alonso próximas à Major Nicácio. Quatro dias depois da reportagem do Comércio, eles foram retirados pelo Busca Ativa, mas só um aceitou ir para o Abrigo Provisório.
Em outubro do ano passado, outra reportagem apontou que metade dos moradores de rua de Franca se concentra na Major Nicácio. Segundo a Secretaria de Ação Social, dos 70 moradores de rua, 32 ficam na avenida, entre eles, os usuários de crack.