08 de julho de 2026

Leis limitam a ação das autoridades


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O Comércio ouviu ontem representantes da Polícia Militar e da Prefeitura que têm conhecimento do problema e atuam na área de acordo com suas funções. No entanto, os vizinhos acreditam que só terão descanso com o uso dos terrenos. Segundo foi apurado, um deles, o antigo “piscinão”, é disputado na Justiça.

O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, disse que o fato de os viciados incomodarem os vizinhos é uma questão para a polícia resolver. “O governo estadual tem responsabilidade de tratar assuntos de natureza criminal.”

O Abrigo Provisório acolhe moradores de rua por meio do Busca Ativa. “Alguns moradores do ‘piscinão’ não aceitam ir para o abrigo. Outros vão só para tomar banho e comer, mas preferem a rua por causa da droga”, disse Adair de Carvalho Costa, administrador do abrigo.

Segundo o capitão Max Wilson, comandante da 1ª Cia, PMs fazem patrulhamento ostensivo na área e abordagem de pessoas no local. “Sempre que encontramos drogas, as pessoas são conduzidas até o distrito policial para as medidas cabíveis. Legalmente, só o fato de elas serem usuárias e não serem procuradas pela Justiça, não há o quê fazer.”

Ainda de acordo com o capitão, a polícia faz o atendimento sempre que solicitada e tenta encaminhar as pessoas em situação de vulnerabilidade para os programas de recuperação. “A grande problemática é que alguns usuários não têm interesse em participar.”

Em relação aos terrenos se tornarem depósito de lixo e abrigo para os viciados devido ao mato alto, o chefe da Vigilância Sanitária, Fernando Baldochi, afirma que os proprietários foram notificados em dezembro para fazer a limpeza do local. “O prazo já venceu, abrimos um processo administrativo e o auto de infração deve ser entregue nos próximos dias.”