Tem sido muito comentada e sentida a decisão do goleiro Marcos de encerrar a carreira, aos 38 anos, sendo 20 deles em defesa de um único clube, o Palmeiras. Além de um fantástico jogador em sua posição, sua humildade e retidão de caráter fizeram dele um ídolo respeitado até pelos torcedores adversários. Um exemplo: foi publicada uma declaração no site oficial do Corinthians (maior rival do Palmeiras, assim como o São Paulo) elogiando o jogador e prestando-lhe uma homenagem cari-nhosa. As histórias a respeito de sua carreira dariam para editar um livro. Vale destacar sua postura, como exemplo de amor ao único clube que sempre defendeu, e seu desprendimento (inclusive financeiro), o que é de causar espanto em se tratando de um jogador de futebol profissional. No ano em que foi campeão mundial com a Seleção Brasileira, recebeu proposta para um contrato com o Arsenal da Inglaterra, que lhe pagaria tentadores milhões de dólares. Ele preferiu continuar no Palmeiras, que passava justamente por um de seus momentos mais difíceis, ao cair para a Série B. Marcos disse que ficaria para recolocar o time na principal divisão. O que de fato aconteceu. Ele é exemplo de caráter (raro em seu meio), idealismo e amor à agremiação que sempre defendeu. Marcos Roberto Silveira dos Reis merece mais que uma estátua na nova Arena Palestra, mas um lugar vitalício, na função que desejar, no seu time do coração. Quem dera tivéssemos outros profissionais como ele em todas as atividades.