08 de julho de 2026

Alimento diário


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O DISPENSAR DO DEUS TRIÚNO

Durante a época de Paulo, muitas situações inadequadas e rebeliões já haviam começado, e Deus não tinha mais como continuar a trabalhar Sua vida e natureza naqueles que creram. Ele permitiu, então, que , no ano 70 o general Tito entrasse em Jerusalém (que era a base da influência do judaísmo e da tradição na igreja) e a destruísse, não somente derrubando os muros e o templo, mas não deixando pedra sobre pedra (MT 24:1-2).
Devido à perseguição do Império Romano, tanto Pedro como Paulo foram martirizados. Nesse tempo, Deus preservou a vida do apóstolo João para, mais tarde, usá-lo para complementar a revelação divina. Depois de vinte anos, Deus o usou como mordomo, colocando-o para servir na igreja em Éfeso. João tomou as Epístolas de Paulo, principalmente aquelas oito escritas na prisão, e teve o encargo de levar os irmãos a praticar o que fora revelado por Paulo. O que ele queria era que além de compreenderem as verdades, eles também as praticassem. Ele levou à prática aquilo que Paulo havia escrito (2 Jo 4;3-4).
De igual maneira, as Epístolas de Pedro precisam da ajuda de João para serem explicadas. Principalmente no que diz respeito ao tema desta semana, precisaremos das palavras de João para compreender melhor esse assunto. Por meio da Primeira Epístola de Pedro podemos ver sobre o crescimento de vida e como a vida de Deus pode ser acrescentada a nós.
Pedro, em sua experiência, diz-nos ser necessário rejeitar nossa vida da alma; ela precisa diminuir para que a vida de Deus cresça em nós. O apóstolo nos mostra que o quanto nós rejeitamos e negamos nossa vida da alma determina o quanto da vida divian nós ganhamos.
A maneira de a vida da alma ser rejeitada é por meio de sofrimentos. No coro do hin 320 podemos ler: ‘Os sofrimentos ganhos são pra mim. Em lugar do que me tomas, Tu, Senhor, Te dás a mim’. Toda vez que o fogo vem queimar-nos é porque estamos sendo purificados e refinados (1 Pe 1:7).
Esse fogo queima as impurezas de nossa alma e permite que a vida de Deus nos seja acrescentada. Quanto mais a vida divina cresce, mais da natureza divina ganhamos. Ao permitir que essa natureza se expanda em nós abrimos caminho para o trabalhar do Deus Triúno em nosso ser.
O Deus Triúno passou pelo processo de encarnação, viver humano, crucificação e ressurreição para tornar-se o Espírito que dá vida (1 Co 15:45b). O homem Jesus pôde morrer por todos os homens para realizar a redenção eterna (Hb 9:12). Quando O recebemos, o Deus Triúno entra em nós como vida em ressurreição, que é o próprio Deus como o Espírito que dá vida (Jô 14:23).
A segunda é ‘glória e virtude’ que está relacionada ao dispensar do Filho (v. 3b), pois o Senhor Jesus é o resplendor da glória de Deus e Sua expressão (Hb 1:3). Sem Ele não conseguiríamos ver Deus. Além da glória, há também a virtude. Enquanto a glória é Deus expresso no Filho, a virtude corresponde à natureza divina acrescentada à natureza humana. Nessa mescla as virtudes humanas foram elevadas pela natureza divina. Como vemos na própria experiência de Pedro, seu limite de perdão restringia-se a sete vezes. O limite do Senhor, porém, é elevado, setenta vezes sete (Mt 18:22). Portanto, assim como temos Cristo como o expressão da glória de Deus, precisamos ter Sua natureza divina expressa em nossas virtudes humanas elevadas.
Por fim, a terceira é ‘preciosa e mui grandes promessas’ que está relacionada ao dispensar do Espírito (2 Pe 1:4). Em Gálatas 3:14 lemos: ‘Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios, em Jesus Cristo, a fim de que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido’. A benção é o Espírito prometido, no qual temos a realidade das preciosas e mui grandes promessas. Por isso hoje, no Espírito, temos o Deus Triúno com todas as Suas riquezas. Nele podemos experimentar a vida e a piedade, a glória e a virtude, além de Suas mui grandes e preciosas promessas.

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