10 de julho de 2026

Mato alto em escola vira esconderijo de bandidos


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MATAGAL - Vizinhos reclamam que mato alto dá cobertura a bandidos

Ocorrências de furtos e roubos ao redor da Escola Municipal “Antônio Sicchierolli”, na Cidade Nova, têm tirado o sono dos vizinhos. A população acredita que a origem do problema está no mato alto próximo aos muros do estabelecimento de ensino e a movimentação usuários de drogas que se escondem no local. A denúncia foi feita por um grupo de vizinhos que conta casos recentes de violência.

A casa do representante comercial Antônio Carlos Barbosa, 58, na Rua Major Mendonça, foi invadida por um homem na tarde de quarta-feira, 11. Foi levada uma carteira com dinheiro e um relógio. A Polícia Militar foi acionada, porém o suspeito pulou o muro da escola e não foi encontrado. “É um descaso. A polícia aqui é de vez em quando que você vê. E à noite você não vê”, reclamou Barbosa. Ele disse que não foi a primeira vez que sofreu com criminosos. “Já é o segundo (assalto), a minha Paraty levaram aqui na porta.”

Em meados de 2011, um homem armado rendeu a padaria existente quase em frente à escola e levou todo o dinheiro do caixa. Depois disso, de acordo com a balconista Kênia Luiz da Silva Silveira, 38, a padaria foi obrigada a reforçar sua segurança. “Eles roubam por aqui e já saem correndo para pular o muro da escola. Não foi nem a primeira e nem a segunda vez.”

No prédio, além da escola municipal - no período da manhã e tarde -, no local também funciona a Escola Estadual Capitão José Pinheiro de Lacerda, com aulas no período noturno. Segundo vizinhos, a movimentação de alunos inibe um pouco os criminosos e usuários de droga. Para o comerciário Carlos Bianchi, 50, que tem uma confecção no local há 16 anos, a situação piora nas férias. “Estamos sem segurança aqui há vários anos. A ronda escolar só passa na época de aulas. É muito medo, insegurança. É viver trancado dentro de casa”, disse Bianchi, que para trabalhar tranquilo, investiu cerca de R$ 4 mil em alarmes e segurança.

No entorno do prédio escolar, o mato tomou conta. A situação se agrava perto da quadra poliesportiva e das janelas das salas de aula. No local, há uma casa onde deveria morar um caseiro, mas que, segundo os vizinhos, está abandonada há mais de dois anos. A comerciante Rosemary Simone Bachur Lima, 41, que tem uma loja em frente à casa, fecha as portas quando escurece. “Ficamos até 19 horas. A padaria fecha, eu fecho (...) um ajuda o outro”, disse a comerciante.