A mãe da menina de 12 anos foi quem teve a ideia de filmar o abuso que a filha teria sofrido. No domingo, disse ter orientado a menina a levar o celular e a ligar a câmera do aparelho quando o agressor se aproximasse. Com as imagens, as duas procuraram a polícia.
Comércio da Franca - Como você descobriu que ele teria abusado de sua filha?
Mãe - Uma vizinha me contou. Minha filha é amiga de uma sobrinha dela. Elas estavam conversando um dia e essa vizinha resolveu orientá-las sobre os cuidados com os homens. Foi quando minha filha revelou os abusos e pediu que ela não me contasse nada. Ela esperou minha filha viajar para falar comigo. Isso foi no dia 15 de dezembro.
Comércio - O que você sentiu?
Mãe - Uma revolta muito grande. Uma vontade de sair e fazer uma besteira. Na hora, eu pensei em contar para minha mãe, mas ela ia falar pra ele. Ele ia sair de casa e sumir no mundo como se não tivesse feito nada.
Comércio - Como surgiu a ideia de gravar o vídeo?
Mãe - Eu pensei que se a gente contasse para as pessoas ninguém iria acreditar. Ele é uma pessoa que todo mundo diz que é homem bom, que frequenta a igreja. Então, esperei minha filha voltar das férias na casa do pai e combinei com ela de gravar o abuso.
Comércio - E como foi isso?
Mãe - Eu falei para ela levar o meu celular para a casa da avó dela e usar a câmera quando ele chegasse perto dela. Nunca imaginei que fosse ver as cenas que vi depois. Tem ele beijando o seio dela, ele fazendo sexo oral nela, ele falando um monte de pornografia. Vi um pedaço e não aguentei ver mais (diz com a voz embargada).
Comércio - Como você permitiu que ela gravasse as cenas?
Mãe - Eu não permiti. Eu nunca imaginei que fosse algo tão pesado. Eu imaginei que ele fosse falar sacanagem e passar a mão assim por cima da roupa. Não achei que ele fosse tão longe.
Ele acabou com a minha família. Só espero que ele pague pelo que ele fez à minha filha.