O enterro do garoto Daniel Henrique de Souza Rezende aconteceu na manhã de domingo, no Cemitério Santo Agostinho em Franca. Marcado para as 10 horas, ele ocorreu só uma hora mais tarde, já que a avó materna, Maria Clemência de Souza, passou mal durante o velório realizado no mesmo local.
O velório começou ainda de madrugada, após o corpo ser liberado do IML (Instituto Médico Legal) de Ribeirão Preto. A criança foi enterrada no jazigo da família na quadra T 386. Cerca de 50 pessoas acompanharam o sepultamento, entre eles o padrasto, a mãe e a avó, com quem o garoto vivia em Franca. Inconsolável, ela precisou ser amparada por familiares. “A vida dela era essa criança. Ela vivia em função dele”, disse o pastor Rafael Miller, da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, que realizou uma oração durante o enterro.
O pai da criança, Álvaro Leandro Rezende, não acompanhou o enterro. Segundo ele, a decisão de não participar foi para evitar confusão, após um desentendimento no velório. “Fui ameaçado por um conhecido da Ana (a mãe da criança) que pediu para mostrar provas da minha inocência.” A madrasta de Daniel, Ivete Roncar, acusada pela mãe e avó do menino de agredir a criança, não quis gravar entrevista.